2023/06/10

Deixai Os Mortos Enterrar Os Seus Mortos

 



Evangelho no Lar para   12/06/ 2023 com início às 21 horas

Capítulo 23 – MORAL ESTRANHA


Prece Inicial


Iluminação


Senhor se no mundo que me cerca eu não puder enxugar uma lágrima

Não conseguir dizer uma palavra de conforto fazer alguém sorrir de verdade

O Deus se eu não souber ser justo humilde atencioso e promotor da esperança na

terra.

Se não puder lutar contra as injustiças,agir com dignidade

Deixar de me irritar com as pequenas coisas

Compreender que os outros também têm suas limitações

Senhor se eu não souber aceitar a tua vontade acima da minha própria vontade

Então, não permita que eu condene as guerras e ore pela paz

Não aceita a oferta que eu te oferecer. Nem escute os meus constantes pedidos de

socorro. Mas quando vier te pedir perdão.

Oh Deus, perdoa-me por inteiro e lava meu coração no sangue da nova e eterna

aliança contigo por meio de Jesus teu filho amado. Ilumina a minha inteligência

e a minha vontade, para que eu possa viver na tua presença todas as horas do

dia e todos os dias da vida.

Amem em Jesus


novologo3.png


3. Leitura.

Deixai Os Mortos Enterrar Os Seus Mortos

            7 – E a outro disse Jesus: Segue-me. E ele lhe disse: Senhor, permite-me que vá eu primeiro enterrar meu pai. E Jesus lhe respondeu: Deixa que os mortos enterrem os seus mortos, e tu vai e anuncia o Reino de Deus. (Lucas, IX: 59-60).

            8 – O que podem significar estas palavras: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos”? As considerações precedentes já nos mostraram, antes de tudo, que, na circunstância em que foram pronunciadas, não podiam exprimir uma censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar o pai. Mas elas encerram um sentido mais profundo, que só um conhecimento mais completo da vida espiritual pode fazer compreender.

            A vida espiritual é, realmente, a verdadeira vida, a vida normal do Espírito. Sua existência terrena é transitória e passageira, uma espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da vida espiritual. O corpo: é uma vestimenta grosseira, que envolve temporariamente o Espírito, verdadeira cadeia que o prende à gleba terrena, e da qual ele se sente feliz em libertar-se. O respeito que temos pelos mortos não se refere à matéria, mas, através da lembrança, ao Espírito ausente. É semelhante ao que temos pelos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou em vida, e que guardamos como relíquias. Era isso que aquele homem não podia compreender por si mesmo. Jesus lho ensinou; dizendo: Não vos inquieteis com o corpo, mas pensai antes no Espírito; ide pregar o Reino de Deus: ide dizer aos homens que a sua pátria não se concentra na Terra, mas no Céu, porque somente lá é que se vive a verdadeira vida.


banner (1).jpg


Comentário


A estranha moral de Jesus 


Sabemos que Jesus não deixou nada escrito e por isso muitas palavras atribuídas a Ele não condizem com sua forma amorosa de ensinar. Mas aqueles que combatem o Cristianismo em geral e o Espiritismo, em particular,  usam esses argumentos para contestá-lo.


Voltemos um pouco no tempo que antecedia a vinda de Jesus. Os conceitos éticos

ainda não definidos, não estruturados, cresciam num contexto perverso:

- predominância do direito da força sobre a força do direito;

- escravidão política, social, econômica, de credo e de raça;

- a família submetida ao patriarcado soberano e às vezes cruel;

- os interesses girando em torno da posse, fosse de bens materiais ou de pessoas.


Por outro lado, na religião ocorriam transformações acentuadas:

- o paganismo, culto a vários deuses, entrava em decadência;

- o sacrifício humano para aplacar a fúria divina era substituído, em Israel, pelo sacrifício de animais, transformados em valiosos recursos para absolvição dos pecados e oferenda de gratidão a Deus. 

O discernimento e a valorização da criatura já se iniciavam, passando ela a ser vista como imagem e semelhança de Deus.

Esse processo, que ainda continua em nossos dias, teria que superar todos os impulsos agressivos que constituem a natureza humana, vitimada pela herança animal resultante do processo evolutivo como ser biológico, social e psicológico, ao qual ainda estamos submetidos. É nesse momento, em que os primeiros sinais para a aquisição da consciência individual e coletiva aparecem, que chega Jesus para auxiliar e facilitar a transição da barbárie para a civilização.

Para enfrentar a sombra coletiva em que aquela sociedade estava mergulhada, e também romper com as raízes que ainda prendiam o homem aos sentimentos mais agressivos, Jesus precisou trazer uma doutrina de compreensão e bondade, ternura e compaixão, que não podia ser comparada a qualquer atitude de agressividade interna ou externa, fosse ela ostensiva ou disfarçada.

Era preciso usar de energia e valor moral para enfrentar os desafios que surgiam com a intenção de impedir a marcha para a revolução espiritual que Ele trazia. E Ele não cedeu em nenhuma das diretrizes que traçou para o cumprimento de sua tarefa: romper com as estruturas do passado onde deveria haver: supremacia da humildade sobre o orgulho; supremacia do altruísmo sobre o egoísmo; supremacia da compreensão e da bondade sobre a intolerância.

Essa era, no mínimo, uma nova e estranha moral, por ser diferente de tudo o que existia e por contrariar todas as convicções prevalecentes. 

Para usarmos os ensinamentos de Jesus como recursos na superação das nossas dificuldades, precisamos estudá-los

Infelizmente, para a grande maioria de nós, essa doutrina continua a ser estranha porque vem de encontro aos nossos interesses pessoais, aos nossos desejos e caprichos egoísticos. “Não é minha praia”, dizem uns. “Não tenho paciência para ficar ouvindo ou lendo”, dizem outros, justificando a total incapacidade de compreender e muito menos de aceitar os convites que Jesus nos faz para a transformação dos nossos sentimentos, para a libertação dos comportamentos desajustados e doentios.

Mesmo entre os espíritas, essa incapacidade existe. Muitas vezes compreende-se a necessidade de mudar, mas não possuímos, ainda, os instrumentos íntimos para enfrentarmos a nossa realidade.  É por isso que ainda precisamos dos ensinamentos de Jesus.

Ele, na verdade, nos convida à terapia da renovação espiritual.

Quando entendemos esse convite, perguntamos: Jesus afastará nossas cruzes?    Certamente que não, mas seus ensinamentos transformam-se em instrumentos poderosos para deixá-las mais leves. Contudo, para usarmos os ensinamentos como recursos na superação das nossas dificuldades, precisamos estudá-los a fim de compreendê-los e, compreendendo-os, refletir sobre eles para, depois, podermos vivenciá-los em plenitude.

Sabemos que Jesus não deixou, ele próprio, nada escrito e por isso muitas palavras atribuídas a Ele não condizem com sua forma amorosa de ensinar. Aqueles que combatem o Cristianismo em geral e o Espiritismo, em particular, usam esses argumentos para suas contestações.

É possível esclarecer algumas dessas contradições, tirando algumas dúvidas. Em primeiro lugar, precisamos saber se Jesus, efetivamente, as pronunciou, tendo em vista nada ter deixado por escrito. E, em caso afirmativo, saber qual era o significado dessas palavras na língua em que se expressava, pois, ao lermos ou estudarmos um texto antigo, não importa qual ele seja, não podemos usar os mesmos significados de hoje. No caso específico de Jesus, a língua hebraica não era rica e uma palavra poderia ter mais de um significado. Temos dois exemplos que podem ajudar:

  no Gênesis, livro do Velho Testamento, as frases que indicam a criação do mundo podiam significar um período qualquer e o período diurno. Com o passar do tempo, a tradição encarregou-se de colocar o mundo físico criado em seis dias.

·Outro exemplo pode ser encontrado no Novo Testamento, quando Jesus ensina que é mais fácil um “camelo” passar pelo buraco de uma agulha do que um rico alcançar o céu. Nesse caso o termo que significa camelo também significa cabo. Assim, um erro cometido uma única vez permaneceu até nossos dias. Isso mostra que a tradução de uma língua para outra pode trazer enganos que alteram todo o real significado que se pretende dar ao que se escreve. 

A ideia de abandono da família não condiz com a doutrina de Jesus; é, antes, a sua negação. Temos que observar, ainda, a natureza particular de cada língua, a mudança do significado com o tempo, os erros dos copistas daquela época (analfabetos, apenas desenhavam o que estava na frente; qualquer observação que houvesse sido escrita à margem do documento seria por eles copiada como se fizesse parte do corpo do texto), a tradução literal que muitas vezes altera o significado real.

O cap. 23 de O Evangelho segundo o Espiritismo traz quatro desses exemplos e que devem ser compreendidos de forma figurada e não tomados ao pé da letra:

1) Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe..., não é digno de mim. (Lucas, XIV: 25-27, 33).

Se pensarmos na palavra odiar dentro do significado moderno do termo, a frase não fará sentido, pois aí não encontramos a forma bondosa com que Jesus ensinava. Entretanto, se considerarmos a possibilidade de significar amar menos ou aborrecer, poderemos compreender que houve enganos na interpretação, porque na doutrina amorosa do Cristo não havia espaço para a palavra odiar como a concebemos hoje.

2) Abandonar pai, mãe, esposa, filhos, fazendas... para segui-Lo.

A ideia de abandono da família não condiz com a doutrina de Jesus. É, antes, a sua negação. Mas, se pensarmos que o ensinamento contido nessa passagem é para que aprendamos a colocar o interesse da vida futura acima da vida material, então, há concordância com a essência do ensinamento.

Fica claro que Jesus pretendeu nos conscientizar de que a vida futura, ou seja, a vida do Espírito é mais importante que a vida da matéria. É interessante notar que existe a necessidade de separação para o progresso. Quem poderia condenar o filho ou a filha que se separam de seus pais para casarem? E que dizer dos filhos que deixam suas famílias para defenderem seu país?

Emmanuel, no livro Fonte Viva, na lição 58, diz, referindo-se a essa passagem, que abandonar é renunciar. É uma renúncia pessoal. Exemplifica dizendo que“se teus pais não procuram a intimidade do Cristo, renuncia à felicidade de vê-los comungar contigo o divino banquete da Boa Nova, e ajuda teus pais”. Lembra ele que renúncia com Jesus não quer dizer abandono, mas expressa devotamento, pois ele próprio, esquecido por muitos, relegado às agonias da negação, sentindo as angústias do Amor-não-amado, não se afastou do convívio dos seus discípulos. Volta e diz confiante: “Eis que estarei convosco até o fim dos séculos”.

O respeito pelos mortos não deve se prender à matéria, mas se realiza pela lembrança do Espírito ausente

3) "Deixe que os mortos enterrem seus mortos e você vá e anuncie o Reino de Deus." (Lucas, IX: 59-60).

Difícil imaginar que Jesus censurasse o filho que queria cumprir sua obrigação de piedade filial. Qual o sentido desse ensinamento?

Respeito pelos mortos não pode ficar circunscrito à matéria. A verdadeira vida é a vida do Espírito livre do corpo físico.

O sofrimento pela perda não nos permite perceber que o tempo para o cumprimento da encarnação encerrou-se: prisioneiro que cumpre pena não é solto; prisioneiro que não cumpre pena é solto.

Fica claro nessa passagem que o respeito pelos mortos não deve se prender à matéria, mas se realiza pela lembrança do Espírito ausente.

4) “Não vim trazer a paz, mas a espada”. (Lc, XII: 49-53 e Mt, X: 35-36)

Ensinamento: Ele se refere aí ao resultado que adviria do estabelecimento de sua doutrina.

Joanna de Ângelis diz-nos que a estranha moral de Jesus veio como uma espada, para separar a mentira da verdade; a posse violenta da conquista honrosa; nos lares, veio para derrubar as construções rígidas do egoísmo, do patriarcado sombrio, do orgulho de clã e de raça; que a espada veio ferir, fortemente, a ignorância, o orgulho, os preconceitos de cada novo adepto, com lutas íntimas, pela não aceitação por parte dos entes mais queridos, da nova escolha feita.

Exemplo disso foi Paulo de Tarso, rejeitado pela família e tido como louco pelos antigos companheiros de tribuna.

A doutrina de Jesus não trouxe mesmo a paz, pois surgiram opositores ferrenhos, ontem e hoje, tais os detentores do poder, os exploradores da credulidade geral, os usurpadores de bens e de recursos, os perseguidores dos ideais de elevação humana (dentro dos próprios lares). Entretanto, os maiores opositores estão no íntimo de cada um de nós. São os mais difíceis, pois é necessária a espada da decisão para superá-los e deles nos libertarmos.

É verdade que Jesus separou pais e filhos, cônjuges, irmãos, por fazerem oposição à decisão daqueles que se entregaram às transformações morais, mas também os transformou em ponte para tocar outros corações, pelos exemplos que dão ainda hoje.

Concluindo: A nova e estranha moral minava as bases do status quo dos poderosos – como ainda hoje. Morto Jesus, morta a ideia. Mas Jesus sabe que a paz virá, que a fraternidade se consolidará através da fé esclarecida. Por isso prometeu e cumpriu enviando-nos O Consolador, o Espiritismo, para nos ensinar o que Ele não pôde fazê-lo antes, por causa do nosso pouco entendimento, e para nos lembrar daquilo que já havia nos ensinado e que, por causa do nosso egoísmo e orgulho, esquecemos.

 

Mensagem


Senhor ilumina todos os lares, hospitais, Hospícios, cadeias e todo Universo de

necessitados

Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada

célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de

meu ser. Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não

existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos,

micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse

no meu corpo, que é templo de Divindade.

Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede

recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a

própria cura. Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. Mesmo que a

imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.

Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como

um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as

posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o

meu corpo.

Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da

cura perfeita.

Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.

Agradeço-te, oh! pai, porque Tu ouvistes a minha oração.

Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua

vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.

Assim é e assim será.

Um fraternal abraço, e a nossa vibração com a certeza de que a Paz se fará em

seu mundo íntimo.


Prece de Encerramento

Deus eterna Bondade


"Deus de eterna bondade, em prece de louvor entrego-te minha alma,

sê bendito meu pai em todos os recursos, ferramentas, processos e medidas dos quais te utilizasses à fim de que eu perceba que tudo devo à ti.

Agradeço-te pois o tesouro da vida,

a presença do amor,

a constância do tempo,

o sustento da fé,

o calor da esperança que me acena o porvir,

o santo privilégio de servir,

o pensamento reto que me faz discernir o que é mau e o que é bem, na clara obrigação de nunca desprezar ou de ferir alguém ...

Agradeço-te ainda, a visão das estrelas à esmaltarem de glória o lar celeste,

as flores do caminho,

os braços que me amparam e os gestos de carinho dos corações queridos que me deste.

Por tudo te agradeço e QUANDO te aprouver despojar-me dos bens com que me exaltas ... ensina-me senhor à devolver tudo o que me emprestas-te ...

Mas por piedade ó pai , deixa-me em tudo por apoio e dever , a benção de ACEITAR e o dom de COMPREENDER. " -


Momento da Fluidificação das águas (bênçãos).


Expansão Evangelizadora do Lar

Portugal, para: A Europa e o Mundo.

Por uma Humanidade mais Cristã!


Victor Passos

caminheirodapaz@gmail.com


Novos Links - façam.- se seguidores


Evangelho do lar S.André Expansão


https://plus.google.com/u/0/communities/109239927094233028497


Espiritismo em Debate

https://plus.google.com/u/0/b/117388130975392485280/11738813097539248528/


Atendimento Fraterno Directo


https://plus.google.com/u/0/b/117388130975392485280/communities/114771312162437833908


Acessem nossos links abaixo que encontrarão lá os temas.

Nosso Grupo – http://groups.yahoo.com/group/evangelhodolar/

Nosso Blog – http://santoandreevangelhodolar.blogspot.com/


Orientador - Victor Passos


























2023/05/21

ITENS 10: PARÁBOLA DA FIGUEIRA SECA

 





Evangelho no Lar para   21/05/ 2023 com início às 21 horas

  • ITENS 10: PARÁBOLA DA FIGUEIRA SECA



Prece Inicial


Iluminação


Senhor se no mundo que me cerca eu não puder enxugar uma lágrima

Não conseguir dizer uma palavra de conforto fazer alguém sorrir de verdade

O Deus se eu não souber ser justo humilde atencioso e promotor da esperança na

terra.

Se não puder lutar contra as injustiças,agir com dignidade

Deixar de me irritar com as pequenas coisas

Compreender que os outros também têm suas limitações

Senhor se eu não souber aceitar a tua vontade acima da minha própria vontade

Então, não permita que eu condene as guerras e ore pela paz

Não aceita a oferta que eu te oferecer. Nem escute os meus constantes pedidos de

socorro. Mas quando vier te pedir perdão.

Oh Deus, perdoa-me por inteiro e lava meu coração no sangue da nova e eterna

aliança contigo por meio de Jesus teu filho amado. Ilumina a minha inteligência

e a minha vontade, para que eu possa viver na tua presença todas as horas do dia

e todos os dias da vida.

Amem em Jesus


novologo3.png


 Leitura.

ITENS 10: PARÁBOLA DA FIGUEIRA SECA

Continuando as explicações da parábola da figueira seca, Allan Kardec escreve

sobre os médiuns, incluindo os que usam a sua faculdade para coisas

fúteis e prejudiciais, como incluso na simbologia da figueira seca.

  A mediunidade é uma faculdade do Espírito imortal, que todos os homens

possuem em maior ou menor grau, sendo, como as demais, desenvolvida

no decorrer do processo evolutivo de cada um.

Alguns Espíritos renascem com a tarefa de exercê-la de uma forma mais ostensiva,

a fim de, nesse exercício, beneficiar seus irmãos encarnados e

desencarnados, corrigindo, ao mesmo tempo, seus erros do passado,

ressarcindo-se dos enganos, das faltas ou maldades contra outros.

O exercício da mediunidade é uma oportunidade de maior desenvolvimento

espiritual, justamente, pelas experiências de disciplina, de renúncia, de dedicação

que ela necessita para dar bons frutos.

 Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos desencarnados, suprindo

“o organismo material que falta a esses”, para transmitir aos encarnados

as suas instruções, as suas impressões, os seus sofrimentos,

as suas alegrias, enfim, seus testemunhos do renascer e viver no plano

espiritual, com as consequências das ações vividas quando encarnados.

Provam, assim, a continuidade da vida após a morte do corpo,

a existência do plano espiritual, o relacionamento, a comunicabilidade

entre encarnados e desencarnados, a evolução contínua de todos os Espíritos.

“Nestes tempos de renovação social, desempenham uma missão especial:

são como árvores que devem dispensar o alimento espiritual aos seus irmãos.

Espalham-se por toda a parte, em todos os países, em todas as classes

sociais, entre ricos e pobres, os grandes e os pequenos, a fim de que

em parte alguma haja deserdados, e para provar aos homens que

todos são chamados.”

Como vemos é uma importante tarefa, através das quais,

os médiuns além de beneficiar encarnados e desencarnados,

têm também a oportunidade de desenvolver a renúncia aos seus próprios

interesses, o desprendimento das coisas materiais, o amor a Deus e ao próximo.

Para beneficiarem-se, devem distribuir os frutos desse talento,

sempre no bem de todos. Muito progredirá em amor e sabedoria o médium

que assim o fizer.

Não é uma tarefa fácil, principalmente, em um mundo onde ainda imperam

o egoísmo e o orgulho, na valorização do possuir, do aparecer, do ser

importante, do sobrepor-se aos demais...

Por isso, Allan Kardec escreve dizendo que aqueles que se desviam

da finalidade providencial e bendita dessa faculdade, não produzindo

os frutos saudáveis e doces que deveriam produzir, não beneficiando a outros,

nem a si mesmo, no desenvolvimento das virtudes que ela pode propiciar,

na recusa de exercê-la ou usando-a para seu benefício material, para coisas

fúteis e prejudiciais, assemelham - se à figueira estéril.

Poderão perdê-la na atual ou em próximas encarnações, até aprender

a valorizar seus benefícios para si e para os outros. Poderão também,

através dessa mediunidade não valorizada, pelas suas ações desvirtuadas,

cair sob o jugo de Espíritos voltados para o mal, em um doloroso

processo obsessivo, que lhes dificultarão a caminhada evolutiva,

trazendo-lhes sofrimentos e dores.

Busquemos todos nós, encarnados em um mundo de expiações

e de provas, médiuns ostensivos ou não, em qualquer lugar que estivermos,

distribuir os talentos que já possuímos, buscando sentir sempre, o mais possível,

o Bem, para irradiá-lo através dos pensamentos e das ações, colaborando

para que o Bem cresça em nós e ao redor de nós.

 


banner (1).jpg

Comentário


PARÁBOLA DA FIGUEIRA SECA

 

“E ao outro dia, como saíssem de Betânia, teve fome. E tendo visto ao longe uma figueira, foi lá a ver se acharia nela alguma coisa; e quando chegou,

nada nela encontrou, senão folhas, porque não era tempo de figos. E falando-lhe, disse:

Nunca jamais coma alguém frutos de ti para sempre. E no outro dia, pela manhã, ao passarem pela figueira, viram que ela estava seca até as raízes. Então, lembrando, Pedro disse para Jesus:

Olha, Mestre, como secou a figueira que tu amaldiçoaste. E respondendo Jesus,

lhes disse:

Tende fé em Deus. Em verdade vos afirmo que todo o que disser a este monte:

Tira-te,

e lança-te ao mar, e isto sem hesitar no seu coração, mas tendo fé de que tudo o que

disser sucederá, ele o verá cumprir assim. (Marcos, XI : 12 a 14 e 20 a 23). 

Se nos fixarmos no título, parábola, essa foi apenas uma historieta contada por Jesus, para fixar um grande ensinamento. Se houve esse acontecimento com Jesus e a figueira, temos de compreendê-lo como a fixação do mesmo ensino, ou seja,

o valor da fé em Deus, na Sua obra, e no poder dessa fé. 

Difícil aceitar que Jesus iria fazer secar uma figueira, por estar sem frutos,

não sendo a época da frutificação. Todavia, como Jesus nada deixou escrito e seus ensinos foram escritos, mais tarde, conforme a memória dos que conviveram com ele, Mateus e João,

e dos que os transmitiram a Marcos e Lucas, em suas pesquisas, temos de procurar

entendê-los no seu contexto intelectual e moral, não perdendo de vista a missão de Jesus

de trazer na Boa Nova, o código moral, o único capaz de transformar o Espírito imortal de

simples e ignorante, como foi criado, em um ser perfeito e feliz. 

Jesus, sendo o Espírito mais evoluído intelectual e moralmente,

que viveu na Terra (q. 625 de O Livro dos Espíritos), poderia, talvez, através do seu magnetismo humano

e espiritual, sua sabedoria de Espírito puro, transportar algo material,

pela decomposição e composição dos seus elementos constitutivos ou fazer secar uma figueira pela decomposição dos seus elementos constitutivos. 

Todavia, na impossibilidade de conferir determinadas situações dos Evangelhos,

e, repetimos, tendo em vista a sua missão na Terra, temos que descobrir, nesses fatos narrados, as lições que estão de acordo com o contexto geral dos seus ensinos. 

Assim, Allan Kardec viu na figueira seca, o símbolo das pessoas que apenas aparentam o bem, sem nada de bom produzirem; dos oradores, das pessoas que falam bonito, mas que nada ensinam de proveitoso, pois, são palavras vazias de conteúdo para quem as ouvem; das pessoas que poderiam  ser úteis, mas não o são;

“de todas as utopias, de todos os sistemas vazios, de todas as doutrinas sem bases sólidas.” 

“O que falta, na maioria das vezes, é a verdadeira fé, a fé realmente fecunda,

a fé que comove as fibras do coração, em uma palavra, a fé que transporta montanhas. São árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena à esterilidade, pois dia virá em que ficarão secas até ás raízes. Isso quer dizer que todos os sistemas, todas as Doutrinas que não produziram nenhum bem para a humanidade,

serão reduzidas a nada; e que todos os homens voluntariamente inúteis,

que não se utilizaram dos recursos de que estavam dotados, serão tratados como a figueira seca.” 

No código divino, somente são contabilizadas como créditos, as obras úteis, que elevam, que auxiliam o homem a desapegar-se das coisas materiais, que o mantém preso aos valores terrenos, que dificultam a elevação do Espírito, que reencarna, tantas vezes quantas forem necessárias, em mundos materiais para desenvolver-se, até estar em condições de viver a vida plena de sabedoria e amor, em mundos espirituais. 

Então, tudo que não colabora com o aperfeiçoamento espiritual do homem,

é como a figueira que não produz frutos, e deve ser banido das mentes e dos corações humanos. 

Aqueles, pois, que não conseguirem a fé que remove montanhas, por sua própria teimosia, ou orgulho, ou indiferença, não acompanharão os que viverão na Terra regenerada, ou em mundos melhores. 

Serão banidos para um mundo primitivo, onde, em um novo e difícil recomeçar, continuarão seu desenvolvimento moral. Estarão “mortos” para viverem em mundos iguais ou melhores do que a Terra. 

A lição, pois, dessa passagem evangélica, é a da necessidade do homem sempre,

em qualquer situação, em todas as suas experiências de vida, produzir coisas boas, úteis, belas, coisas, que elevem o homem para algo melhor,

superando as limitações que a imperfeição produz, confiando

nas suas capacidades, nas suas possibilidades, como filho de Deus,

imortal e perfectível, que é.

 


65148472-c83e-4c00-b8c2-cd4bf1ba1796_6.jpg

Mensagem


Senhor ilumina todos os lares, hospitais, Hospícios, cadeias e todo Universo de

necessitados

Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada

célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de

meu ser. Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não

existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos,

micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse

no meu corpo, que é templo de Divindade.

Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede

recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a

própria cura. Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. Mesmo que a

imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo,

só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.

Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como

um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as

posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o

meu corpo.

Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da

cura perfeita.

Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.

Agradeço-te, oh! pai, porque Tu ouvistes a minha oração.

Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua

vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.

Assim é e assim será.

Um fraternal abraço, e a nossa vibração com a certeza de que a Paz se fará em

seu mundo íntimo.


Prece de Encerramento

Deus eterna Bondade


"Deus de eterna bondade, em prece de louvor entrego-te minha alma,

sê bendito meu pai em todos os recursos, ferramentas, processos e medidas dos quais te

utilizasses à fim de que eu perceba que tudo devo à ti.

Agradeço-te pois o tesouro da vida,

a presença do amor,

a constância do tempo,

o sustento da fé,

o calor da esperança que me acena o porvir,

o santo privilégio de servir,

o pensamento reto que me faz discernir o que é mau e o que é bem, na clara obrigação

de nunca desprezar ou de ferir alguém ...

Agradeço-te ainda, a visão das estrelas à esmaltarem de glória o lar celeste,

as flores do caminho,

os braços que me amparam e os gestos de carinho dos corações queridos que me deste.

Por tudo te agradeço e QUANDO te aprouver despojar-me dos bens com que me exaltas ...

ensina-me senhor à devolver tudo o que me emprestas-te ...

Mas por piedade ó pai , deixa-me em tudo por apoio e dever , a benção de ACEITAR

e o dom de COMPREENDER. " -


Momento da Fluidificação das águas (bênçãos).


Expansão Evangelizadora do Lar Santo André 

Portugal, para: A Europa e o Mundo.

Por uma Humanidade mais Cristã!


Novos Links - façam.- se seguidores


Evangelho do lar S.André Expansão

https://plus.google.com/u/0/communities/109239927094233028497

Espiritismo em Debate

https://plus.google.com/u/0/b/117388130975392485280/11738813097539248528/


Atendimento Fraterno Directo


https://plus.google.com/u/0/b/117388130975392485280/communities/114771312162437833908


Acessem nossos links abaixo que encontrarão lá os temas.

Nosso Grupo – http://groups.yahoo.com/group/evangelhodolar/

Nosso Blog – http://santoandreevangelhodolar.blogspot.com/


Orientador - Victor Passos



















Destaque desta Semana

BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO

     Evangelho no Lar para   01/08/ 2016 com início às 21 horas Mistérios Ocultos Aos Sábios E Prudentes Capítulo 7 – BEM-AVENTURADO...