2015/04/12

Os trabalhadores da última hora



  

Santo André Expansão Evangelizadora do Lar
Capítulo XX, item 1
Evangelho do lar de 13 Março 2015

Estimadas irmãs e irmãos em Cristo.paz e luz em vossos corações.
Prece Inicial
Senhor, ensina-nos:

A orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja a quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições;
a marchar para frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento;
a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxa de reconhecimento.
Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades.
Ajuda-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje agora e sempre.
Amem em Jesus
Emmanuel
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3. Leitura do Evangelho
Os trabalhadores da última hora
O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. — Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, — disse-lhes: Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. — Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. — Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? — É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. — Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. — Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. — Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família, — dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor.
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. — Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom?
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. (S. MATEUS, cap. XX, vv. 1 a 16. Ver também: “Parábola do festim das bodas”, cap. XVIII, nº 1.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 1.)




Entendimento do Tema
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Abnegação: fazer o bem ao outro em primeiro lugar
A abnegação, a terceira na classificação que Kardec faz das virtudes elementares da caridade, é de extrema importância. Talvez seja a que, no senso comum, mais se confunda com a própria caridade.
Comecemos explicando que abnegação é a realização efetiva do bem de outrem acima do nosso próprio bem, o que significa colocar de lado a satisfação prioritária das nossas necessidades individuais em prol da satisfação das necessidades dos outros. Acontece que entre a realização do bem para o outro e a nossa vontade de realizá-lo existem imensos obstáculos internos e externos que devem ser vencidos.
Quando se tem duas alternativas excludentes, como as de realizar o nosso próprio bem ou o bem do outro em primeiro lugar, obrigatoriamente deve-se escolher uma e, por conseguinte, renunciar a outra. Se renunciamos aos próprios benefícios ou vantagens para que o bem do próximo se realize, fazemos um ato de abnegação. Portanto, esta virtude caracteriza-se por dois momentos, um é o de escolha e o outro é o dos esforços necessários para a realização do bem do outro. Assim, escolha e esforço se distribuem em dois momentos iterativos. As ações resultantes destes momentos são conhecidas como renúncia e “sacrifício”.
Conjuntamente aos dois momentos, destacamos três notas constituintes da abnegação: a reflexão, a constância e o desinteresse pessoal.
Nem sempre o que é o bem para o outro está claro em nossa mente. É preciso, então, refletir para distinguir e deliberar conscientemente e livremente. Como uma ação realizada involuntariamente ou inconscientemente está desprovida de valor moral, a distinção, a deliberação e a escolha do que é o bem para nós e o bem para outrem se reveste de alta importância. Kardec nos ensina que a abnegação irrefletida é como fogo de palha, ou seja, não tem continuidade, apaga-se ao primeiro vento. Assim, a reflexão torna a abnegação mais firme: Ao elogiar os espíritas espanhóis ele diz: [...] não uma abnegação irrefletida, mas calma, fria, como a do soldado que caminha para o combate dizendo a si mesmo: O que quer que me custe isto, eu cumprirei o meu dever. Não é essa coragem que flameja como um fogo de palha e se extingue ao primeiro alarme; [...][i].
Ao comparar a irreflexão ao fogo de palha, que se apaga facilmente, Kardec também ressalta a constância, a continuidade dos esforços para realizar o bem do outro. E, se não houver pleno desinteresse pessoal, ou seja, se o esforço não for feito sem a busca de vantagens ou benefícios pessoais, com a mais pura intenção de praticar o bem pelo próprio bem, jamais será abnegação verdadeira.
Mario Ferreira dos Santos[ii] esclarece no seu “Dicionário de Ciências Sociais e Culturais” que o termo “abnegação”[iii] deriva da palavra latina abnegatio, cujo sentido é o de “ação de sacrifício” [iv]. O termo é formado pela junção dos termos latinos sacrum e facere, ou “fazer o sagrado”. Ele nos diz que “Etimologicamente significa a oferta ou destruição de um bem sensível em benefício de um ser superior, a fim de reverenciá-lo, ou para agradecer os benefícios recebidos, ou para pedir perdão pelos erros praticados. O sacrifício religioso realiza-se por meio de rituais e cerimônias”; Sacrifício “É também arenúncia voluntária do que se possui ou do que se poderá obter com um fim religioso, moral, artístico e até utilitário”. Portanto, não se trata de qualquer sacrifício, mas o sacrifício voluntário de bens que se possui ou se possuirá, ou de si mesmo, em benefício de outrem. O bem maior que um indivíduo poderá ofertar ou renunciar é a sua própria vida, quando ele se entrega totalmente ao bem do próximo, de maneira constante.
Naturalmente, a finalidade da renúncia é puramente espiritual. Deveras, o Espiritismo nos ensina a espiritualizar o sacrifício. Na antiguidade, quando éramos ainda mais imperfeitos do que hoje, precisávamos de manifestações exteriores de adoração, ou seja, precisávamos “materializar” o nosso “fazer sagrado”, ofertando ou destruindo coisas materiais, inclusive animais e seres humanos, em honra da divindade.  Hoje sabemos que o sacrifício que devemos realizar é o do nosso egoísmo, tornando desnecessários rituais e cerimônias exteriores. Observemos que esta oferta ou destruição de algo deve ser feito em “benefício de um ser superior”. Jesus ensinou que devemos amar a Deus, amando ao próximo; assim, o “ser superior” para nós é o próximo, o outro, por isso a abnegação é o sacrifício em benefício do outro. Na abnegação o outro passa a ter prioridade sobre nós mesmos.
Embora durante muito tempo imperasse esta noção mais materializada de sacrifício, e mesmo que em “O Evangelho segundo o Espiritismo” alguns Espíritos se utilizem desta terminologia, o sentido correto dela é o de esforço. Realizamos a renúncia e o esforço quando doamos, além daquilo que nos é supérfluo, o que nos é verdadeiramente necessário, ou então abdicamos das nossas facilidades e praticamos o bem a custo de enfrentarmos situações que para nós sejam difíceis. Uma análise atenta das obras básicas do Espiritismo nos mostra, então, que “sacrifício” é o esforço concretizado e abnegação é o resultado da superação do egoísmo, do interesse pessoal, para promover o bem do próximo.
Existe ainda um entendimento equivocado que se faz necessário esclarecer. Ser abnegado não significa que se deva abdicar da própria razão e vontade para se submeter à vontade de outra pessoa ou instituição: “Jamais o Espiritismo disse que seria preciso fazer abnegação de seu julgamento, [...]”[v], ou seja, ninguém precisa renunciar à sua capacidade de pensar e julgar para ser abnegado. A obediência estreita não é abnegação. Ao contrário, ela exige que estas duas faculdades humanas sejam constantemente usadas e fortalecidas, pois se assim não for, carecerá de valor moral. Um ser sem vontade é uma “coisa”, portanto, sem liberdade. Não importa, caso fosse possível, se o ser abdicou ou lhe foi retirada a vontade; o que importa é que ele se tornou “escravo”. Algumas expressões que aparecem nos evangelhos e nas obras básicas, como “esquecimento de si mesmo” [vi] e “renúncia à própria personalidade” têm o significado de autodesapego e não de autoanulação, como ainda equivocadamente pensam algumas pessoas.
Contrariamente ao entendimento equivocado, renúncia e sacrifício, ou escolha e esforço não significam de maneira alguma a anulação total da individualidade, mas sim elevação moral. A abnegação é uma virtude que em vez de anular nos faz transcender, pela renovação do eu. É este o sentido das seguintes passagens dos evangelhos: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz" [vii], em que renunciar, como esclarecido, implica realizar a escolha de abandonar o egoísmo, e tomar a sua cruz é realizar o esforço necessário para tanto, "pois quem quiser conservar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por mim, salvá-la-á". Esta é uma promessa de conquista da renovação íntima pelo encontro consigo mesmo.
Para que entendamos mais claramente, lembremos que salvação, em Espiritismo, significa libertação. Então, quem realiza a escolha de abandonar o egoísmo e se predispõe ao esforço necessário para vencer esta força titânica, salva-se, ou seja, liberta-se dele; a abnegação tem papel importante nesta libertação.
No intuito de entendermos completamente o alto significado desta virtude essencial à caridade, apresentamos exemplos que nos dão dados pela insigne Joanna de Ângelis:
“Tem origem nos pequenos cometimentos do auxílio fraternal, com renúncia pessoal, mediante a qual a imolação reserva para quem a exerce a alegria de privar-se de um prazer, em prol do gozo de outrem.
Uma noite de sono reparador trocada pela vigília junto a um enfermo não vinculado diretamente aos sentimentos, quer pela consanguinidade ou por interesses de outra procedência;
A cessão de um bem que é preciso e quiçá faça falta, desde que constitua alegria de outra pessoa;
A paciência e a doçura na atitude, com esforço e sem acrimônia interna, na desincumbência de um grave mister, dirigido às criaturas humanas;
A jovialidade, ocultando as próprias dores, de nodo a não afligir aqueles com os quais se convive;
A perseverança discreta no trabalho mortificante, sem queixa nem enfado, desde que resultem benefícios para os demais;
A ação não violenta, o silêncio ante a ofensa, a não defesa em face de indébitas acusações, considerando, com esse esforço sacrificial, não comprometer nem ofender a ninguém, são expressões de renúncia ao amor-próprio, dando lugar à abnegação, que ora escasseia entre as criaturas, e, no entanto, é essencial para a construção do bem entre os homens da Terra” [viii].
Do ponto de vista da ética, abnegação é a virtude que tem como objetivo a realização dos interesses do próximo[ix] prioritariamente aos nossos. Ela se opõe ao individualismo, ao hedonismo e, em certa medida, ao utilitarismo.
Cremos ter conceituado os elementos principais da abnegação, embora não sejam os únicos, mostrando que ela é constituída pelo desinteresse pessoal, pela reflexão e pela constância; caracterizando-se ainda pela escolha refletida e pelo esforço para fazer o bem ao outro acima do nosso próprio bem.



[i] Kardec, Allan. Revista Espírita. Março de 1869. P. 48 – Apóstolos do Espiritismo na Espanha.
[ii] Filósofo brasileiro, já desencarnado, pouco conhecido dos brasileiros, mas que começa a ser redescoberto. Nascido em Jundiaí, SP, e criado em Pelotas, RS, onde passou a maior parte da sua juventude e completou estudos.
[iii] Mario Ferreira dos Santos. Dicionário de Ciências Sociais e Culturais, p. 7.
[iv] Mario Ferreira dos Santos. Dicionário de Ciências Sociais e Culturais, p. 1217.
[v] Allan Kardec. Revista Espírita. 1869.
[vi] Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. X. Item 14; Cap. XVII. Item 8.
[vii] O Novo Testamento. Evangelho de Mateus 16: 24; Evangelho de Lucas, 9:23.
[viii] Franco, Divaldo P & Joanna de Ângelis. As Leis Morais da Vida. Lição 34. Ed. Alvorada.
[ix] Abbagnano, Nicolla. Dicionário de Filosofia.    
Vibrações
Senhor ilumina todos os lares, hospitais, Hospícios, cadeias e todo Universo de
necessitados.
Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de meu ser. Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos, micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse no meu corpo, que é templo de Divindade.
Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a própria cura. Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. Mesmo que a imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.
Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o meu corpo.
Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da cura perfeita.
Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.
Agradeço-te, oh! pai, porque Tu ouvistes a minha oração.
Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.
Assim é e assim será.
Um fraternal abraço, e a nossa vibração com a certeza de que a Paz se fará em seu mundo íntimo.
Prece de Encerramento
Mestre Sublime Jesus
Acalma a nossa  alma, Senhor,
Que se confrange em pesares,
Ante os problemas
Mal resolvidos
Ou sem solução.
Acalma nossa alma, Senhor,
Quando a madrugada chega
E o sono não vem
Para o reclamado
Repouso do corpo cansado
Da luta diária.
Acalma nossa alma, Senhor,
E toma minha vida em Tuas mãos.
Conduz-nos para que
Nós não nos  percamos
Nos caminhos tortuosos
Do desespero e da angústia
Que, insistentes,
Batem à porta
De nossos pensamentos
E de nosso coração.
Acalma nossa alma, Senhor,
Equilibra nossas energias
E fortalece nosso espírito
E assim, somente assim,
Com Teu amor
Alicerçando nossa vida,
É que poderemos vencer
Por Jesus, por Vós e por todos sem execeção
Paz em vossos corações

Alguém
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