2017/07/09

Os Primeiros Cristãos


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Evangelho no Lar para   10/07/ 2017 com início às 21 horas
  • Os primeiros Cristãos
Estimadas irmãs e irmãos em Cristo.
Diariamente temos novos elementos em nosso grupo, por isso, esclarecemos que se  você não desejar receber mais nossas mensagens, pedimos o favor de nos informar através do @ que a recebeu, respeitaremos a manifestação de vossos sentimentos e os respeitaremos promovendo a exclusão se seu e-mail de nossa lista.

Prece Inicial

Iluminação

Senhor se no mundo que me cerca eu não puder enxugar uma lágrima
Não conseguir dizer uma palavra de conforto fazer alguém sorrir de verdade
O Deus se eu não souber ser justo humilde atencioso e promotor da esperança na
terra.
Se não puder lutar contra as injustiças,agir com dignidade
Deixar de me irritar com as pequenas coisas
Compreender que os outros também têm suas limitações
Senhor se eu não souber aceitar a tua vontade acima da minha própria vontade
Então, não permita que eu condene as guerras e ore pela paz
Não aceita a oferta que eu te oferecer. Nem escute os meus constantes pedidos de
socorro. Mas quando vier te pedir perdão.
Oh Deus, perdoa-me por inteiro e lava meu coração no sangue da nova e eterna
aliança contigo por meio de Jesus teu filho amado. Ilumina a minha inteligência
e a minha vontade, para que eu possa viver na tua presença todas as horas do dia e todos os dias da vida.
Amem em Jesus

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Leitura.
OS PRIMEIROS CRISTÃOS
1 - Início da Obra Divina
"Certa vez, Jesus estava sentado nas adjacências do Templo e foi notado por um grupo de sacerdotes e pensadores ociosos, que se sentiram atraídos pelos seus traços de formosa originalidade e pelo seu olhar lúcido e profundo.
Hanã, que foi mais tarde o juiz inclemente de sua causa, dirigiu-se a Ele com orgulho e disse:
- Galileu, o que fazes na cidade?
- Passo por Jerusalém, buscando a fundação do Reino de Deus! Exclamou Jesus com modesta nobreza.
- Reino de Deus? - tornou o sacerdote, com ironia. - O que pensas tu venha a ser isso?
- Esse Reino é Obra Divina no coração dos homens! Esclareceu Jesus, sereno.
- Obra Divina em tuas Mãos? - revidou Hanã com uma gargalhada de desprezo. - Com que contas para levar adiante essa difícil empresa? Quais os teus seguidores e companheiros? - Meus companheiros hão de chegar de todos os lugares! Humildemente respondeu Jesus.
- Sim, os ignorantes e os tolos estão em toda parte da Terra. Certamente, esses representarão o material de tua edificação. Já viste alguma estátua perfeita modelada em fragmento de lama?
Jesus replicou com energia:
- Nenhum mármore existe mais puro e mais formoso do que sentimento, e nenhum cinzel é superior ao da boa vontade!
Impressionado com a resposta firme e inteligente, o famoso juiz ainda o interrogou:
- Conheces Roma ou Atenas?
- Conheço o Amor e a Verdade!
- Tens consciência dos códigos da corte provincial e das leis do templo?
- Sei qual é a Vontade de Meu Pai que está no Céu!
Respondeu Jesus brandamente."
("Boa Nova" - Humberto de Campos)
Muitas vezes, Jesus foi abordado por sacerdotes, por escribas e fariseus, por doutores da lei, a respeito da edificação do Reino de Deus na Terra. Isso os intrigava, sobremaneira, pois não compreendiam a extensão desse Reino. Que Reino seria esse? Certamente viria abalar as bases do Templo de Jerusalém, ou estava tramando derrubar Roma? Não sabiam mais o que pensar, e, todo o tempo, Jesus era vigiado pelos guardas do Sinédrio, para verem se o apanhavam em flagrante ou se poderiam arranjar provas contra Ele, a fim de o prenderem ou executarem.
Ao final foi isso mesmo o que aconteceu. Jesus sabia, de antemão, tudo o que iria ocorrer-lhe, não que aprovasse a ordem dos fatos, mas porque respeitava o livre-arbítrio dos homens e conhecia profundamente a Humanidade, sendo-lhe fácil antever o desfecho de tudo aquilo.
Não obstante, prosseguiu em sua Missão Sagrada; e dando continuidade aos seus nobres objetivos, na Terra, vendo que estavam próximos os tempos em que deveria descortinar para os homens uma ponta do véu que encobria a Humanidade, iniciou a Tarefa Divina, começando a formar seu Grupo de Auxiliares.
2 - Reunindo os Trabalhadores
Jesus, "após ter passado por Nazaré, também por Caná e depois pela cidadezinha de Cafarnaum, prosseguia como se procurasse, com viva atenção, algum amigo que estivesse à sua espera. Em breve tempo ganhou as margens do Tiberíades e dirigiu-se, resolutamente, a um grupo alegre de pescadores, como se, de antemão, conhecesse a todos.
A manhã era bela, no seu manto diáfano de radiosas neblinas.
As águas transparentes vinham beijar os eloendros da praia, como se brincassem ao sopro das vibrações perfumadas da natureza.
Jesus aproximou-se do grupo alegre e, dirigindo-se a dois deles, falou-lhes, com amizade:
- Simão e André, filhos de Jonas, venho da parte de Deus e vos convido para trabalhardes pela instituição de seu Reino na Terra!
André lembrou-se de o já ter visto, nas cercanias de Betsaida, e do que lhe haviam dito a seu respeito, enquanto Simão, embora agradavelmente surpreendido, o contemplava, enleado. Mas, quase a um só tempo, dando expansão aos seus temperamentos acolhedores e sinceros, exclamaram respeitosamente:
Senhor, seguiremos teus passos!
... Entrando na coletoria, e avistando um funcionário, conhecido publicano da cidade, perguntou-lhe: Levi, queres vir comigo, para recolheres os bens do Céu?
Levi, que seria mais tarde o apóstolo Mateus, sem que pudesse definir as santas emoções que lhe dominavam a alma, respondeu comovido:
- Senhor, estou pronto!
Em seguida, o grupo encaminhou-se para a casa de Simão Pedro, que oferecera ao Messias acolhida sincera em sua residência humilde, onde o Cristo fez a primeira exposição de sua consoladora doutrina, esclarecendo que a adesão desejada era a do coração sincero e puro, para sempre, às claridades do seu Reino. Iniciou-se, naquele instante, a eterna união dos inseparáveis companheiros.
Assim, um a um, Jesus, com seu magnânimo amor, reuniu o seu Ministério para a constituição do Reino de Deus." ("Boa Nova" Humberto de Campos).
Nesta bonita passagem que nos traz Humberto de Campos, percebemos a preocupação de Jesus em reunir os trabalhadores para o Novo Empreendimento que iria iniciar na face da Terra, cumprindo, assim, o seu Advento Divino e marcando uma nova etapa evolutiva para a Humanidade inteira. Foram eles os continuadores ardentes e sinceros da Boa Nova, levando o Evangelho a todos os cantos, ensinando aos que tinham olhos de ver e ouvidos de ouvir.
Confirmando a programação anterior, que foi feita no Plano Espiritual todos estes medianeiros, como explica André Luiz, já estavam realmente preparados e sintonizados com o Mestre! ...
... E, ainda hoje, continuam trazendo à Terra os mais puros testemunhos de amor e abnegação, em nome de Jesus, trabalhando, arduamente, pela reforma íntima de cada um de nós, fortalecendo nosso Espírito enfraquecido para o novo advento que em breve se fará, pela transformação moral da Terra, de mundo de provas e expiações para Planeta de Regeneração.
Emocionamo-nos com a resposta positiva e autêntica que o Cristo recebeu de cada um deles, há quase dois mil anos:
"- Senhor, estamos prontos a te seguir."
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Comentário

Sobre as relações dos primeiros cristãos com os Espíritos

Na linguagem filosófica da Grécia, a palavra demônio (daimon) era sinônimo de gênio ou de Espírito. Tal, por exemplo, o demônio de Socrates. Fazia-se distinção entre os bons e os maus demônios. Platão dá mesmo a Deus o nome de demônio onipotente. O Cristianismo adotou em parte esses termos, mas modificou-lhe o sentido. Aos bons demônios deu ele o nome de anjos, e os maus se tornaram demônios, sem adjetivação. A palavra espírito (pneuma) ficou sendo a expressão usada para designar uma inteligência privada de corpo carnal.
Essa palavra pneuma, traduziu-a S. Jerônimo como spiritus, reconhecendo, com os evangelistas, que há bons e maus Espíritos. A idéia de divinizar o Espírito não surgiu senão no século II. Foi somente depois da Vulgata que a palavra sanctus foi constantemente ligada à palavra spiritus, não conseguindo essa junção, na maioria dos casos, senão tornar o sentido mais obscuro e mesmo, às vezes, ininteligível. Os tradutores france­ses dos livros canónicos foram ainda mais longe a esse respeito e contribuíram para desnaturar o sentido primitivo. Eis aqui um exemplo, entre outros muitos: lê-se em Lucas (cap. XI, texto grego):
10. "Aquele que pede, recebe; o que procura acha; ao que bate se abrirá." - 13. "Portanto, se bem que sejais maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, com muito mais forte razão vosso Pai enviará do céu "um bom espírito" àqueles que lho pedirem." As traduções francesas trazem o Espírito Santo. É um contra-senso. Na Vulgata, tradução latina do grego, está escrito Spiritum bonum, palavra por palavra, espírito bom. A Vulgata não fala absolutamente do Espírito Santo. O primitivo texto grego ainda é mais frisante, e nem doutro modo poderia ser, pois que o Espírito Santo, como terceira pessoa da Trindade, não foi imaginado senão no fim do século II.
Convém todavia, notar que a Bíblia, em certos casos, fala do Espírito Santo, mas sempre no sentido de Espírito familiar, de Espírito ligado a uma pessoa. Assim, no Antigo Testamento (Daniel, XIII, 45)150 se lê: "o senhor suscitou o espírito santo de um moço chamado Daniel". Relativamente ao comércio dos primeiros cristãos com os Espíritos, as seguintes passagens das Escrituras nos devem chamar particularmente a atenção: Atos, XXI, 4: Em certas Bíblias esse capítulo figura à parte, sob o titulo "História de Susana".
"E disseram eles a Paulo, "sob a influência do espírito", que não subisse para Jerusalém." Certas traduções francesas rezam Espírito Santo. I Cor. XIV, 30, 31. Trata-se da ordem a estabelecer nas reuniões dos fiéis:"Desde que um dos que estão sentados (no templo) recabe uma revelação, cale-se o que primeiro falava. Porque todos podeis profetizar, um depois do outro, a fim de que todos aprendam e sejam todos exortados." Dessa instrução ressalta que profetizar não era outra coisa senão transmitir um ensino; é ainda a função do médium falante ou de incorporações. Atos, XXIII, 6-9. Paulo, dirigindo-se a uma assembléia, dizia:
"É por causa da esperança de uma outra vida e da ressurreição dos mortos que me querem condenar..."Produziu-se um grande ruído, e alguns dos fariseus contestavam, dizendo: "Nenhum mal encontramos neste homem. Quem sabe se lhe falou algum espírito ou anjo?" Atos XVI, 16, 17. Paulo fora avisado em sonho de que passasse por Macedônia, com Timóteo:"Encontram eles uma serva moça que, tendo um espírito de Piton, auferia, em benefício de seus amos, grandes lucros, adivinhando. Ela se pôs a segui-los durante muitos dias, clamando: Esses homens são servos do Altíssimo, que nos anunciam o caminho da salvação."
A expressão "espírito de Piton" designava, na linguagem daquele tempo, um mau Espírito. Era empregada pelos judeus ortodoxos, que só admitiam o profetismo oficial, reconhecido pela autoridade sacerdotal, desde que os seus ensinos eram conformes com os deles; pelo contrário, condenavam o profetismo popular, praticado sobretudo por mulheres, que dele tiravam partido, como em nossos dias ainda o fazem alguns médiuns mercenários. Essa qualificação, porém, de "espírito de Piton" era muitas vezes arbitrária.
Disso vamos encontrar a prova no fato de a vidente ou "pitoniza" de Êndor, que serviu de intermediária a Saul para comunicar com o Espírito de Samuel, possuir também, segundo a expressão bíblica, um "espírito de Piton". Entretanto, não é possível confundir o Espírito do profeta Samuel com Espíritos de ordem inferior. A cena descrita pela Bíblia é de uma imponência grandiosa; oferece todos os caracteres de uma elevada manifestação.
No caso da jovem serva, citado acima a propósito de Paulo, a admitir-se que os maus Espíritos podiam pregar o Evangelho, acompanhando os apóstolos, difícil se tornaria distinguir a fonte das inspirações. Era o que fazia objeto de atenção especial em todas as circunstâncias, nas assembléias dos fiéis. Disso encontramos a afirmação num documento célebre, cuja análise damos a seguir:
ADidaguê, pequeno tratado descoberto em 1873, na biblioteca do patriarcado de Jerusalém, em Constantinopla, composto provavelmente no Egito, entre os anos 120 e 160, projeta uma nova luz sobre a organização da igreja cristã no começo do século II, sobre o seu culto e a sua fé.
Compreende várias partes: a primeira, essencialmente moral, abrange seis capítulos destinados a instruções dos catecúmenos. O que sobretudo é digno de nota nesse catecismo é a completa ausência de todo elemento dogmático. A segunda parte trata do culto, isto é, do batismo, da prece e da comunhão; a terceira contém uma liturgia e uma disciplina. Recomenda a observância do domingo; estabelece regras para discernir dos falsos os verdadeiros profetas (leia-se médiuns); assinala as condições requeridas para ser bispo ou diácono, e termina com um capítulo sobre as coisas finais e a Parusia ou volta do Cristo.
Essa obra apresenta um quadro da igreja primitiva, muito diferente do que comumente se imagina. Os cristãos desse tempo conheciam perfeitamente as práticas necessárias para se entrar em comunicação com os Espíritos, e não perdiam ocasião de a cultivar. Aqui estão dois exemplos positivamente notáveis: O papa São Leão havia escrito a Flaviano, bispo de Constantinopla, uma carta célebre sobre a heresia de Eutíquio e de Nestório. Antes, porém, de a expedir, colocou-a no túmulo de S. Pedro, que fizera previamente abrir e ao pé do qual se conservou em jejum e oração durante quatro dias, conjurando o príncipe dos apóstolos a corrigir pessoalmente o que à sua fraqueza e prudência tivesse escapado em contrário à fé e aos interesses de sua Igreja.
Ao fim dos quatros dias lhe apareceu o príncipe dos apóstolos e lhe disse: "Li e corrigi". O papa fez de novo abrir o túmulo e encontrou o escrito efetivamente corrigido. Aqui está, porém, melhor ainda. Segundo refere Gregório de Cesaréia e depois dele Nicéforo, todo um concílio teria evocado os Espíritos: "Ao tempo em que o concílio ainda efetuava suas sessões, e antes que os Padres tivessem podido assinar as decisões, dois piedosos bispos, Crisântus e Misônius, faleceram. O concílio, depois de haver lavrado o termo, lastimando vivamente não ter podido juntar seu voto aos de todos os outros, compareceu incorporado ao túmulo dos dois bispos e um dos padres, tomando a palavra, disse: "Santíssimos pastores, terminamos juntos nossa tarefa e combatemos os combates do Senhor.
Se a obra lhe agrada, dignai-vos no-lo fazer saber, apondo-lhe vossa assinatura." Em seguida foi a decisão lacrada e deposta no túmulo, sobre o qual foi também aposto o selo do concílio. Depois de terem passado toda a noite em oração, no dia seguinte, ao amanhecer, quebraram os mesmos selos e encontraram, por baixo do manuscrito, as seguintes linhas autenticadas com as rubricas e assinaturas dos defuntos consultados: "Nós, Crisântus e Misônius, que havemos assentido, com todos os Padres, ao primeiro e santo Concílio Ecumênico, posto que presentemente despojados de nossos corpos, subscrevemos, entretanto, do nosso próprio punho a sua decisão."
A Igreja - acrescenta Nicéforo - considerou essa manifestação como um notável e positivo triunfo sobre seus inimigos".Aí estão dois fatos de escrita direta, fenômeno comprovado também atualmente. Do mesmo modo que os fariseus acusavam certos profetas de serem animados do "espírito de Píton", assim também, entre, os padres católicos dos nossos dias, muitos atribuem as manifestações espíritas aos demônios ou espíritos infernais: "São os demônios, diz o arcebispo de Tolosa, em sua pastoral, pela quaresma de 1875, pois que não é permitido consultar os mortos. Deus lhes recusa a faculdade de satisfazer as nossas vãs curiosidades."
Ele não recusou, entretanto, a Samuel, no caso antes aludido, que satisfizesse a curiosidade de Saul em Êndor. Mas nem todos os padres católicos são dessa opinião. No seio do clero, muitos espíritos argutos têm compreendido a importância das manifestações espíritas e o seu verdadeiro caráter. Escrevia à Sra. Svetchine, em 20 de junho de 1853, o padre Lacordaire, a propósito das mesas giratórias: 'Também, mediante essa divulgação, Deus quer talvez proporcionar o desenvolvimento das forças espirituais ao desenvolvimento das forças materiais, a fim de que o homem não esqueça, ante as maravilhas da mecânica, que há dois mundos contidos um no outro, o mundo dos corpos e o mundo dos Espíritos."
O Padre P. Lê Blun, do Oratório, em sua obra intitulada História das Práticas Supersticiosas, tomo VI, página 358, se exprime deste modo:"As almas que desfrutam a bem-aventurança eterna, abismadas na contemplação da glória de Deus, não deixam de se interessar ainda pelo que respeita aos homens, cujas misérias suportaram, e, como chegamos à felicidade dos anjos, "todos os escritores sacros" lhes atribuem o privilégio de poder, sob corpos etéreos, tornar-se visível aos seus irmãos que ainda se acham na Terra, para os consolar e lhes transmitir as divinas vontades." Escrevia o abade Marouzeau a Allan Kardec:
"Mostrai ao homem que ele é imortal. Nada vos pode melhor secundar nessa nobre tarefa do que a comprovação dos Espíritos de além-túmulo e suas manifestações. Só com isso vireis em auxílio da Religião, empenhando ao seu lado os combates de Deus."O abade Leçanu, em sua História de Satanás, aprecia nestes termos o alcance moral do Espiritismo:"Observando-se as máximas de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, faz-se o bastante para se tornar santo na Terra."
Em suas Cartas à Srta. Th. V., escreve o padre Didon estas palavras, a respeito de uma pessoa recentemente falecida: "...eu, que acredito na ação constante dos Espíritos e dos mortos sobre nós, creio bem que esse desaparecido vos guarda e assiste invisivelmente". E noutro lugar lemos ainda: "Creio na influência divina que sobre nós misteriosamente exercem os mortos e os santos. Vivo em profunda comunhão com esses invisíveis e é delicioso para mim experimentar os benefícios de sua secreta aproximação".
O Dr. José Lappôni, médico de dois papas - Leão XIII e Pio X - relata em sua obra Hipnotismo e Espiritismo numerosos fenômenos espíritas, cuja autenticidade admite. Assim, de um lado, na Igreja Católica, condenam o Espiritismo como contrário às leis de Deus e da Igreja, e do outro o consideram como um auxiliar da Religião e o qualificam de "combate de Deus". Diante de tais contradições, grande deve ser a perplexidade dos crentes. O mesmo acontece no seio das igrejas protestantes. Muitos pastores, e não dos menos eminentes, vão-se chegando sem rodeio ao Espiritismo. O pastor Benezech, de Montauban, nos escrevia, em fevereiro de 1905, a respeito de fenômenos por ele mesmo observados:
"Prevejo que o Espiritismo bem pode vir a tornar-se uma religião positiva, não à maneira das religiões reveladas, mas com o caráter de religião estabelecida sobre fatos de experiência e plenamente de acordo com a Ciência e o racionalismo. Estranha coisa! - em nossa época de materialismo, em que as igrejas parecem na iminência de se desorganizar e dissolver-se, o pensamento religioso nos é restituído por sábios, acompanhado pelo maravilhoso dos antigos tempos. Esse maravilhoso, porém, que eu distingo do milagre, pois que não é mais que um natural superior e raro, já não estará ao serviço de uma igreja particularmente distinguida com os favores da divindade; será a propriedade da Humanidade, sem distinção de cultos. Como isso é mais grandioso e também moral!"
Em Londres, o reverendo Hawis pregava recentemente a "doutrina dos mortos", na igreja de Marylebone, e convidava os seus ouvintes a passar pela sacristia depois do sermão, para examinar fotografias de Espíritos. Mais recentemente ainda, na igreja de S. Jaques, o mesmo orador pregava sobre "as tendências do moderno espiritualismo", e concluía dizendo que "os fatos espíritas oferecem perfeita concordância com o mecanismo geral e as teorias da religião cristã". (Traduzido da revista Light, de Londres, 7 de agosto 1897.) Um certo número de pastores americanos entrou nessa ordem de idéias.
As Neue spirítualistische Blatter, de 16 de março 1893, publicam a tradução de um artigo do Sr. Savage, pastor da Igreja Unitária de Boston, no qual esse pensador, esse emérito escritor, bem conhecido nos Estados Unidos, narra as suas investigações no domínio psíquico e conta de que modo foi levado a acreditar nos fatos espíritas. Reproduzimos em seguida esse artigo:"A respeito dessas questões, eu me encontrava como outrora os homens sisudos de Jerusalém, de Corinto e de Roma, relativamente ao Cristianismo: parecia-me que era uma pestífera superstição.
Uma vez, fundado na minha invencível ignorância, pronunciei contra essas idéias um discurso em quatro lugares, depois do qual muito me admirei de que ainda houvesse, entre as pessoas de meu conhecimento, indivíduos que continuassem a acreditar nisso do mesmo modo."Há dezessete anos, um membro da minha igreja perdeu o pai. Pouco tempo depois veio ele confiar-me que, tendo ido, com um amigo, procurar um médium, este lhe disse certas coisas convincentes, e pediu-me que lhe desse um conselho. Reconheci então que me não competia dá-lo acerca de uma coisa que eu não conhecia e da qual toda a minha ciência consistia em preconceitos.
A rápida propagação do Espiritismo, nas classes ilustradas de Boston, me fez compreender que era necessário submeter a sério exame os fenômenos em questão, porquanto era possível, ou antes provável que ainda outros membros da minha igreja me pedissem explicações sobre isso. "Disse, pois, comigo mesmo: quer sejam falsas, quer verdadeiras, é preciso, em todo caso, que eu estude a fundo essas coisas, para ser bom conselheiro. Reconheci que seria uma vergonha para mim não ter opinião alguma sobre as referências do Antigo e do Novo Testamento às aparições e às influências demoníacas. Por que motivo ser inflexível na minha ignorância a respeito de coisas que tinham uma certa importância para os membros da minha igreja?
Convenci-me de que era meu dever estudar conscienciosamente esses fenômenos, até formar uma opinião inteligente quanto ao valor deles. Tais foram os principais motivos que me conduziram a estas longas investigações."Nelas observei o método científico, único que, a meu ver, conduz ao conhecimento. Mediante uma observação minuciosa, procurei sempre certificar-me de me haver ou não com um fato real e não prestei atenção a nenhuma das manifestações que se produzem às escuras, ou em condições em que eu não podia estar seguro da minha pesquisa."Sem pretender que as manifestações obtidas em semelhantes condições sejam forçosamente devidas à fraude, não lhes atribuí valor algum; além disso, posto que reconhecesse muito bem que uma coisa reproduzida em outras condições não é uma simples imitação, aprendi a fundo a arte dos escamoteadores, que se me tornou assaz familiar.
Na sua maior parte, as manifestações que fui obrigado a reconhecer como reais e que produziram o resultado de me convencer, tiveram lugar em presença de alguns amigos de confiança e sem o concurso de médium de profissão."Uma vez, certo de que tinha de haver-me com um fato, lancei mão de todas as teorias possíveis para o explicar, sem recorrer à dos Espíritos. Eu não digo "sem recorrer a uma explicação sobrenatural": digo "sem recorrer à teoria dos Espíritos", porque não acredito em nada sobrenatural. Se há Espíritos, a nossa incapacidade de os ver não os torna mais sobrenaturais do que o átomo, para a Ciência, o qual do mesmo modo não vemos.

"Ora, eu descobri fatos que provam que o eu não morre e que, depois do que chamamos morte, ainda é capaz, em certas condições, de entrar em comunicação conosco". "O reverendo J. Page Hopps, numa reunião de pastores, em Manchester, afirmava "a comunhão dos Espíritos no visível e no invisível" e propunha a fundação de uma igreja, cujas prédicas seriam "as mensagens lá do alto".(aurore, julho de 1893.) Em um artigo do Pontefract Express de 20 de janeiro de 1898, o reverendo C. Ware, ministro da Igreja Metodista, fala muito longamente dos Atos dos Apóstolos. Exorta ele os cristãos "a fazer um estudo aprofundado desse livro, no ponto de vista dos inúmeros e maravilhosos fatos que ele relata e que outra coisa não são senão fenômenos espíritas.
É preciso notar que, no começo do estabelecimento do Cristianismo, duas classes de cooperadores se acham constantemente em contacto: os Espíritos desencarnados e os encarnados." O reverendo Ware menciona os fenômenos extraordinários que acompanharam a prédica dos discípulos, depois que sobre suas cabeças se derramaram as línguas de fogo, e o ardente fervor comunicado aos primeiros cristãos por esses fenômenos todos, os quais se reproduzem atualmente nas sessões espíritas. O pastor holandês Beversluis pronunciava estas palavras, no Congresso Espírita realizado, em 1900, em Paris:
"Adquiri a certeza de que o Espiritismo é real... Essa luz celeste faz dissipar-se o medo do inferno, de Satanás e desse Deus terrível do calvinismo, que odeia as suas criaturas e as condena a eterna punição. Em lugar desse terror, o Espiritismo faz nascer uma confiança de filho e uma dedicação enternecida ao Deus de amor." Finalmente, o venerável arcediago Colley, numa carta publicada no Daily Mau de l de fevereiro 1906, assim se exprime:
"Sou espírita há mais de trinta e três anos e posso dizer que jamais, ou só muito raramente, vi que o Espiritismo outra coisa produzisse a não ser o bem, mostrando ser um estimulo para a elevação moral e intelectual de quem o professa, para o aperfeiçoamento humano, um alívio na desgraça, um motivo de satisfação na existência...
O Espiritismo é, além disso, um meio de cura para a falta de fé, sobretudo porque fornece uma prova científica da continuação da vida além do túmulo." E prossegue dizendo que, em sua opinião, o Espiritismo é como o coroamento de tudo o que de mais precioso há em cada religião.
Léon Denis
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Mensagem

Senhor ilumina todos os lares, hospitais, Hospícios, cadeias e todo Universo de
necessitados
Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada
célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de
meu ser. Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não
existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos,
micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse
no meu corpo, que é templo de Divindade.
Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede
recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a
própria cura. Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. Mesmo que a
imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.
Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como
um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as
posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o
meu corpo.
Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da
cura perfeita.
Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.
Agradeço-te, oh! pai, porque Tu ouvistes a minha oração.
Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua
vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.
Assim é e assim será.
Um fraternal abraço, e a nossa vibração com a certeza de que a Paz se fará em
seu mundo íntimo.

Prece de Encerramento

Deus eterna Bondade


"Deus de eterna bondade, em prece de louvor entrego-te minha alma,
sê bendito meu pai em todos os recursos, ferramentas, processos e medidas dos quais te utilizasses à fim de que eu perceba que tudo devo à ti.
Agradeço-te pois o tesouro da vida,
a presença do amor,
a constância do tempo,
o sustento da fé,
o calor da esperança que me acena o porvir,
o santo privilégio de servir,
o pensamento reto que me faz discernir o que é mau e o que é bem, na clara obrigação de nunca desprezar ou de ferir alguém ...
Agradeço-te ainda, a visão das estrelas à esmaltarem de glória o lar celeste,
as flores do caminho,
os braços que me amparam e os gestos de carinho dos corações queridos que me deste.
Por tudo te agradeço e QUANDO te aprouver despojar-me dos bens com que me exaltas ... ensina-me senhor à devolver tudo o que me emprestas-te ...
Mas por piedade ó pai , deixa-me em tudo por apoio e dever , a benção de ACEITAR e o dom de COMPREENDER. " -

Momento da Fluidificação das águas (bênçãos).

Postado por Santo Andre Expansão às Segunda-feira, Agosto,05, 2013Santo André Expansão Evangelizadora do Lar
Brasil e Portugal, para: A Europa e o Mundo.
Por uma Humanidade mais Cristã!

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