2017/07/29

OS PRIMEIROS GRUPOS DE VISITADORES


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Evangelho no Lar para   30/07/ 2017 com início às 21 horas
  • OS PRIMEIROS GRUPOS DE VISITADORES
Estimadas irmãs e irmãos em Cristo.
Diariamente temos novos elementos em nosso grupo, por isso, esclarecemos que se  você não desejar receber mais nossas mensagens, pedimos o favor de nos informar através do @ que a recebeu, respeitaremos a manifestação de vossos sentimentos e os respeitaremos promovendo a exclusão se seu e-mail de nossa lista.

Prece Inicial

Iluminação

Senhor se no mundo que me cerca eu não puder enxugar uma lágrima
Não conseguir dizer uma palavra de conforto fazer alguém sorrir de verdade
O Deus se eu não souber ser justo humilde atencioso e promotor da esperança na
terra.
Se não puder lutar contra as injustiças,agir com dignidade
Deixar de me irritar com as pequenas coisas
Compreender que os outros também têm suas limitações
Senhor se eu não souber aceitar a tua vontade acima da minha própria vontade
Então, não permita que eu condene as guerras e ore pela paz
Não aceita a oferta que eu te oferecer. Nem escute os meus constantes pedidos de
socorro. Mas quando vier te pedir perdão.
Oh Deus, perdoa-me por inteiro e lava meu coração no sangue da nova e eterna
aliança contigo por meio de Jesus teu filho amado. Ilumina a minha inteligência
e a minha vontade, para que eu possa viver na tua presença todas as horas do dia e todos os dias da vida.
Amem em Jesus

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Leitura.

OS PRIMEIROS GRUPOS DE VISITADORES

1 - O Evangelho nos Lares de Damasco
Em Damasco, havia um discípulo do Mestre chamado Ananias, a quem Saulo buscava para prendê-lo, sabendo ser ele um dos cristãos que convenceu sua noiva Abigail a aderir à nova Doutrina.
Jesus aparece a Ananias e solicita:
"- Ananias, vai ao bairro que se chama Direito, na casa de Judas, e busca um moço de Tarso, chamado Saulo: encontrá-lo-ás orando.
- Senhor, tenho ouvido falar neste homem; ele é perigoso, perseguidor dos cristãos, e sei quanto mal tem feito em nome dos santos de Jerusalém. É uma autoridade romana e tem o poder dos príncipes dos sacerdotes, para prender todos aqueles que invocam o teu nome.
Ananias falava com ingenuidade, como se Jesus não soubesse de tudo.
- Mas, vai! Ordena Jesus com bondade. - Este é para mim o vaso escolhido, para levar o meu nome diante de todas as gentes de todos os reis e a todos os filhos de Israel.
Ananias obedeceu, e, entrando na casa de Judas, encontrando Saulo de Tarso, colocou as mãos sobre seus ombros e disse: Ès Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho de onde vinhas me enviou aqui para que te recobres a visão.
E Saulo, o novo convertido de Damasco, após ter recebido as informações sobre Jesus, tomou conhecimento dos Ensinamentos do Cristo, através dos pergaminhos escritos por Mateus, e trato logo de copiar e inteirar-se do Novo Código da lei."
Ainda estonteante, as fibras de seu coração vibravam de forma diferente: como rabino do Sinédrio e doutor da lei, via-se, agora diante de um momento decisivo e sagrado.
Percebeu logo a retidão, a beleza e a justiça dos novos ensinamentos, todo imbuído de uma força natural, amante e independente, coerente com a perfeição e a grandeza de um Pai supremo de Sabedoria e Bondade.
Disposto a colocar mãos à obra, sai da casa simples de Judas, para levar o Evangelho por toda a cidade de Damasco e, junto com Ananias, saiu a pregar a Boa Nova, espalhando os Ensinamentos de Jesus, primeiro nos lares, depois nas sinagogas, nos lugares públicos e nas Igrejas (muitas foram fundadas por ele). Assim, o PRIMEIRO GRUPO DE VISITADORES A REALIZAR O CULTO CRISTÃO NO LAR FOI FORMADO POR SAULO E ANANIAS.
Agora, sim, seu coração reconfortado e satisfeito sentia aquele Cristo, entendia por que sua noiva, antes de morrer, lhe falara daqueles Ensinamentos que preenchiam, profundamente, sua consciência honesta, correta, nas diretrizes para com Deus. Para sua maior alegria ainda em Damasco, recebe de seu mestre, Gamaliel, os Pergaminhos Originais escritos por Mateus.
Mais tarde, viria a adotar o nome de Paulo, a pedido de Barnabé, considerando sua transformação de antigo defensor das leis de Moisés, como Saulo, e, agora, como servidor e propagador do Evangelho de Jesus, como Paulo.
Assim, cumprindo a programação espiritual feita antes, vai para o Oásis, no Deserto, e, por capricho da Natureza, que executa, com precisão, as ordens do Alto, é hóspede de Áquila e Prisca.
O casal Áquila e Prisca, havia sido condenado por Paulo às torturas, na prisão, por serem ambos cristãos, mas como não reconheceram o moço tarsense, contaram para ele todas as ignomínias sofridas.
2- O Evangelho no Oásis
Falaram da morte do velho pai de Áquila, após ter saído cárcere, devido aos maus-tratos e abusos que os soldados romanos praticavam em nome do Sinédrio. Isto tudo era para Paulo como uma lança que estraçalhava seu coração. Não sabia o casal que falava, agora, ao próprio perseguidor que os ouvia transformado e ferido !
Com o passar do tempo. Paulo lhes conta a verdade e pede perdão, chorando convulsivamente: com o coração dilacerado, Áquila e Prisca o observam com assombro, abraçando-se os três em seguida, para agradecerem aos céus ...
'" Era noite, nesse momento, e, em espírito, Estêvão e Abigail se fizeram presentes, tão claros, como uma luz forte, que iluminou a escuridão do deserto!
Após ter conquistado a simpatia do casal, Paulo, Áquila e Prisca começaram a levar o Evangelho de Jesus àquela região formando, assim, o SEGUNDO GRUPO DE VISITADORES.
Ao término de sua hospedagem, Paulo despede-se agradece pelos três anos que ali ficou, partindo para outras regiões, a fim de cumprir as ordens do Alto.
Encontra-se com Barnabé, Timóteo, Lucas, Marcos, mais uma vez, formam grupos de duas a três pessoas, perfazendo caminhadas, levando o Evangelho aos lares distantes. Numa noite na companhia de Barnabé, resolvera pousar numa gruta; vieram os salteadores e levaram todos pertences. Barnabé ficou triste com este acontecimento mas Paulo, radiante, falou: "- Não fique triste Barnabé. Eles nos levaram tudo o que nos é precioso, mas não levaram a nossa "Jóia". Paulo se referia aos escritos sagrados de Mateus, o rolo de pergaminhos originais que havia recebido de Gamaliel em Damasco."
3 - Pregações Eloqüentes
Assim, Paulo continuava as viagens, levando o Evangelho a muitos países, conquistando a simpatia de todos, através de suas lutas, de seu trabalho, renúncia e sofrimento.
Porém, o que mais emocionava a multidão, era o seu verbo eloqüente: ele possuía um verdadeiro campo magnético, quem dele se aproximava sentia a ação poderosa de seu magnetismo.
Certa vez, Paulo fazia uma preleção de despedida ao povo, porque deveria empreender uma viagem marítima, a fim de levar o Evangelho a outro continente, e, à despedida, emocionou todos com seu verbo iluminado, abraçando os velhos e as crianças, que lhe chamavam de pai, e partindo para novas etapas de trabalho, sempre apegado a Jesus, com seu espírito consciente e enérgico.
Lucas, que era médico e também grandioso médium acompanhando Paulo em suas viagens, faz suas primeiras anotações no navio, descrevendo, com sua vidência e com palavras do coração, o que ocorreu quando da última despedida de Paulo:
"Enquanto Paulo falava, a atmosfera vibrava, o chão tremia, era uma verdadeira chuva de pétalas de rosas perfumadas que descia do alto, agasalhando o coração daquele povo sedento de amor e justiça.
E os anjos formavam uma sinfonia, entoando hino de louvor a Deus e a Jesus, em agradecimento ao trabalho edificante do grande Apóstolo."'
Podemos dizer que isto foi um verdadeiro transe de clarividência de Lucas, que, por seu trabalho dedicado e carinhoso aos Ensinamentos do Cristo, era-lhe dado contemplar o Plano Espiritual.
4 - Advertências Sublimes
"Mas, Paulo o adverte, enérgico:
- Lucas, não é isto que devemos escrever. Não nos cabe contabilizarmos as Glórias. Quando recebemos alegrias e recompensas, devemo-nos preparar para novos testemunhos.
- O que devemos anotar é a luta, o sacrifício, os Ensinamentos e a vida exemplificante do amado Mestre Jesus, como Modelo seguro para as almas no curso da vida em evolução. Não há outro caminho. Ele mesmo nos disse, se assim não fosse não teria dito: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai, senão por mim".
- O Evangelho do Cristo é a Pedra Angular, a Base do mundo, pedra imantada pelo Amor e Magnetismo Poderoso do Mestre com o poder de imantar todos os corações para a reforma da Humanidade.
- Pois é esse Código Divino de Moral elevada que irá ascender o nosso Planeta na hierarquia dos mundos, tirando o povo deste sofrimento de expiações e provas, a um nível de regeneração. ("Paulo e Estêvão" - Emmanuel Psicografia de Francisco Cândido Xavier.)
Portanto, companheiros e amigos de jornada, se estamos vivendo nesta época de transição e militamos nesta doutrina abençoada do Cristo, temos que nos esforçar para cumprirmos a nossa tarefa, levando a Boa Nova, a Boa Notícia, dando o recado de Jesus como Ele quer que seja dado, onde estiver ao nosso alcance. Constatando a firmeza de Paulo de Tarso, que não se engrandece perante o elogio, nem esmorece diante das dificuldades, levando muito a sério sua nobre missão, compreendemos por que Jesus disse a Ananias que Paulo era para Ele o vaso escolhido, um ser especial, de fibra, de carisma, de palavra, de coragem, de eficiência, que levaria adiante sua Palavra Divina e lutaria até o fim.
Pensemos em nós! ...
Quantas vezes o Mestre não nos escolheu para exemplificarmos seus Ensinamentos, acalmando algumas dores, balsamizando chagas, alentando corações partidos pela angústia, enxugando lágrimas, dando uma palavra de carinho e distribuindo Amor em seu nome? E quantos destes necessitados do Pão Divino não estarão hoje, entre nós, na condição de um parente próximo ou amigo?
Daí, a responsabilidade perante nossa família, nossos amigos, parentes distantes e companheiros de jornada, que encontramos nos diversos grupos, dos quais fazemos parte durante a encarnação. Às vezes, um simples encontro numa condução pode ser o indício de um reajuste secular que aguardava o ensejo bendito. Por isso, tenhamos a fé inquebrantável e o bom ânimo de Paulo de Tarso e melhoremos a condição de nosso lar, a convivência com os amigos; tratemos todos com carinho fraternal e dignidade, a fim de nos colocarmos sempre à disposição do Divino Mestre, permitindo que a sua vontade se faça em nós como verdadeiros instrumentos da Paz.
"- No decorrer dos tempos - disse Paulo a Lucas - o Evangelho deverá ser levado para todos os lares do mundo, e cada lar irá transformar-se num verdadeiro Templo do Cristo."
André Luiz, em "Mecanismos da Mediunidade", no capítulo XXVI, também nos adverte:
"O Evangelho, assim, não é um livro comum, não é um livro de um povo apenas, mas o Código de Princípios Morais do Universo, adaptável a todas as pátrias, a todas as comunidades, a todas as raças e a todas as criaturas. O Evangelho representa, acima de tudo, a carta de conduta para a ascensão da consciência à imortalidade e à revelação da qual Jesus empregou a Mediunidade sublime como agente de luz eterna, exaltando a vida e aniquilando a morte, abolindo o mal e glorificando o bem, a fim de que as leis humanas se purifiquem e se engrandeçam, se santifiquem e se devem para a integração com as Leis de Deus."
Maria T. Compri

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Comentário
PRIMITIVISMO OU SUBNUTRIÇÃO:

"Perante Deus, são iguais todos os bomens?"

"Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez suas leis para todos. Dizeis frequentemente: "O Sol é luz para todos" e enunciais assim uma verdade maior e mais geral do que pensais. " Questâo n° 803 (Da Lei de Igualdade).
Partindo do princípio de que Deus é a equidade perfeita, a justiça sem mácula, é evidente que considera iguais todos os homens. Fomos criados para um mesmo fim: a Perfeição. Mais cedo ou mais tarde lá chegaremos, quer queiramos ou não, porquanto essa é a vontade do Criador, que não falha jamais em seus objetivos.
Dentro de milhares ou milhões de anos - espaço de tempo vasto para os padrões humanos, mas insignificante diante da Eternidade - teremos desenvolvido plenamente nossas potencialidades criadoras, ajustando-nos adequadamente as Leis Divinas. Seremos, então, prepostos do Senhor, co-partícipes na obra da Criação, e embora as limitações do relativo diante do Absoluto, da criatura diante do Criador, seremos deuses, segundo expressão do salmista, citada por Jesus (João, 10;34).
Nessa longa jornada rumo aos objetivos finais de nossa existência, não partimos todos ao mesmo tempo. Há, por isso, Espíritos em variadas faixas de evolução. Natural, portanto, que os encontremos na Terra, encarnados ou desencarnados, revelando profunda diversificação de entendimento, compreensão, inteligência, vocação, moralidade.
O assunto exige cuidado para não incorrermos no engano de avaliar a condição evolutiva do indivíduo pela posição que ocupa na sociedade. Há Espíritos altamente cultos e intelectualizados que ressurgem na Terra em situação de penúria, experimentando limitações que os ajudarão a vencer sentimentos inferiores de ambição, orgulho, vaidade ...
Por outro lado, há Espíritos de mediana evolução que, por força de experiências necessárias ao seu aprendizado, reencarnam no seio de classes abastadas, onde terão amplas facilidades de aprendizado e ação no meio social, detendo valiosos patrimônios materiais.
Encontramos nas camadas mais pobres uma incidência significativa de indivíduos sem iniciativa, inspirando-nos a impressão de que, nesse vasto segmento da população, em países subdesenvolvidos, localizam-se Espíritos primitivos ... Visitadores de organizações assistenciais defrontam-se, frequentemente, com famílias que parecem absolutamente incapazes de melhorar sua condição social, ainda que orientadas, ajudadas e estimuladas.
São Espíritos primitivos ou estamos diante de problemas decorrentes da própria situação em que se encontram? Até que ponto o Espírito de mediana evolução conseguiria superar condicionamentos psicológicos e culturais impostos pela pobreza?
Consideremos outro fator importante: a nutrição.
Sabe-se que durante a gestação e nos primeiros anos de vida é de fundamental importância que a criança tenha uma alimentação sadia, enriquecida principalmente por proteínas, a fim de que sua estrutura orgânica e, particularmente, suas células cerebrais, tenham um desenvolvimento adequado. Caso contrário, poderá sofrer danos irreparáveis, tornando-se apática, sem iniciativa, com dificuldade de raciocínio e atenção. Salvo em circunstâncias especiais, envolvendo Espíritos altamente evoluídos, as leis biológicas não serão contrariadas.
Recordamos o clássico exemplo do exímio violinista, usando instrumento defeituoso. Por mais se esforce, não conseguirá emprestar brilho a execução. Da mesma forma, Espíritos reencarnados de razoável desenvolvimento mental e intelectual terão imensas dificuldades em exercitar suas potencialidades, se houverem sofrido carências nutritivas nos primeiros anos de vida.
O renascimento em lares extremamente pobres pode ocorrer por uma questão de disponibilidade. À falta de portas melhores para o retorno a carne, Espíritos preementemente necessitados da experiência física reencarnam em lares paupérrimos, onde as portas jamais se fecham.
Mas, se a Providência faculta essa Possibilidade, não é pela vontade de Deus que o indivíduo seja subnutrido, faminto, miserável... A Vida é dádiva do Criador; a condição de vida é obra da criatura. O Homem é responsável pela existência de pessoas que morrem de fome, de crianças condenadas a um futuro problemático em face da subnutrição. Semelhantes limitações não podem ser debitadas a inamovíveis desígnios divinos - nenhum pai deseja isso para seu filho - mas à omissão de uma sociedade regida pelo egoísmo, onde cada um cuida de si e "o resto que se dane".
A compreensão de que somos todos iguais perante Deus implica na responsabilidade de oferecermos idênticas oportunidades aos Espíritos que reencarnam, não à custa de simples medidas governamentais, sempre omissas e limitadas, nem de revoluções armadas, que repetem velhos enganos e fomentam eternas ambições, perpetuando injustiças e desigualdades, mas por iniciativa da própria sociedade, daqueles que, em situação melhor, se disponham a ajudar os seus irmãos.
Imaginemos que prodígios de promoção humana, de recuperação da pobreza operaríamos com a simples mobilização das classes sociais mais bem aquinhoadas, a procurar os lares humildes para oferecer aos Espíritos que ali iniciam sua romagem terrena condições para um desenvolvimento físico e mental sadio !
Aos que supõem que semelhante esforço é mera utopia, recordamos que Jesus não foi um visionário empolgado por sonhos irrealizáveis. Ao empenhar seu apostolado no esforço em favor dos humildes, deixou bem claro que verdadeira utopia é pretender que o Reino de Deus se estabeleça no Mundo por decreto divino, sem adesão da criatura humana aos princípios de solidariedade e fraternidade que o fundamentam.

2 - MOBILIZAÇÃO
"Há pessoas que, por culpa sua caem na miséria. Nenhuma responsabilidade caberá disso à sociedade?"
"Mas, certamente. Já dissemos que a sociedade é muitas vezes a principal culpada de semelhante coisa. Demais, não tem ela que velar pela educação moral dos seus membros? Quase sempre, é a má educação que lhes falseia o critério, ao invés de sufocar-lhes as tendências perniciosas." Questão n° 813 (Da Lei de Igualdade)
A idéia do determinismo, o "malktub" (estava escrito), da filosofia oriental, está profundamente arraigada no espírito religioso. Não são poucos os profitentes a conceberem que Deus sabe o que faz, e se há miséria, infelicidade e sofrimento no Mundo, é porque deve ser assim.
Os espíritas nem sempre fazem melhor. O princípio da Reencarnação inspira a muitos companheiros a impressão de que, se estamos todos resgatando dívidas cármicas e se cada indivíduo se movimenta em faixa evolutiva própria, com suas tendências e necessidades, não será lícito pretender grandes mudanças, o que, hipoteticamente, somente ocorrerá quando a Terra for promovida na sociedade dos, mundos, deixando a condição de planeta de expiação e provas.
Isto equivale a dizer que os males do Mundo são obra de Deus, o que está fundamentalmente errado. Eles são produzidos pelo Homem, que, com suas ambições, sua incúria, seus preconceitos, gera os desníveis sociais, as crises econômicas, as guerras destruidoras, a crônica infelicidade.
Quando Jesus proclama que não cai uma folha da árvore sem que seja pela vontade de Deus, isto não significa que Deus derrube as folhas. O Criador sustenta a vida, que se perpetua no transformismo incessante da Natureza, segundo as leis por Ele instituídas.
Da mesma forma, Deus não gera os males humanos, mas permite que aconteçam para que o Homem aprenda, com a força ele suas experiências, o que é melhor para ele, no incessante transformismo da moral em evolução, igualmente orientada por leis divinas.
Imperioso, portanto, superar a atitude contemplativa ou de indiferença que marca o comportamento humano. É preciso mobilizar os homens pela palavra e pelo exemplo, demonstrando ser indispensável estabelecer dos de solidariedade entre os componentes da sociedade, a fim de que possamos, efetivamente, superar as misérias da Terra.
Não se trata, simplesmente, de beneficiar o semelhante, mas, essencialmente, a nós mesmos com esse empenho. Se moramos no campo e observamos o mato crescer em torno de nossa casa, invadindo a lavoura, podemos dizer: "O mato cresce pela vontade de Deus." No entanto, se nos acomodarmos, embalados por essa convicção, o mato continuará a crescer, sufocará a plantação, favorecerá o aparecimento de répteis e insetos nocivos. Viveremos miseravelmente, com ameaças à própria integridade física. O que diremos depois? "Foi a vontade de Deus?"
Os bolsões de miséria crescem em toda parte, como mato insidioso, gerado por injustiças sociais. Dali sai a grande maioria dos crimes, dos roubos, dos assassinatos, das prostituições, males que assolam a sociedade. Imperioso derrubar esse matagal, ajudando de forma efetiva aqueles que enfrentam problemas dessa natureza, a fim de que não sejam tentados pela tendência humana de resolvê-las na marginalidade criminosa.
Fala-se muito em mudanças nas estruturas sociais.
Há revoluções, sucedem-se os regimes e sistemas - comunismo, socialismo, parlamentarismo, fascismo, presidencialismo, monarquismo, totalitarismo, capitalismo, - enquanto se perpetuam a miséria e o infortúnio. No entanto, qualquer "ismo" funcionaria bem, resolveria os problemas sociais, se conseguíssemos eliminar um outro "ismo", presente em todos eles: o egoísmo, o culto a própria personalidade.
A vida em sociedade implica em responsabilidades, a começar pela mais elementar: trabalhar pelo bem comum, ideal inatingível enquanto considerável parcela da sociedade estiver marginalizada pela enfermidade, pela penúria, por problemas de comportamento.
Há dois mil anos o Cristo deixou na Terra os fundamentos do Reino de Deus. Outros tantos milênios poderão passar sem que seja edificado, se não desenvolvermos o espírito de serviço no campo da Fraternidade, ensaiando desprendimento e boa vontade.
Em todas as cidades há grupos de trabalho de variadas denominações religiosas, despertos para semelhante realidade, cujos membros estão tentando viver a mensagem de Jesus, participando de organizações de assistência e promoção humanas, motivados por sagrado idealismo.
Se esses poucos abnegados produzem tanto, imaginemos que prodígios seriam feitos, se houvesse uma ampla mobilização de todos os segmentos da população em condições de participar !
Um dia todos compreenderemos que a Vida vem de Deus, mas à qualidade de vida vem do Homem.
O Cristo mostra-nos o caminho, mas não pode caminhar por nós. Oferecendo-nos orientação e exemplo, o Mestre deixou bem claro que o serviço da redenção humana, de erradicação do Mal, da miséria, do infortúnio, é trabalho impostergável de todos os homens.

3 - O HOMEM E A MULHER

"São iguais perante Deus o bomem e a mulher e têm os mesmos direitos? "
"Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?" Questão n° 817 (Da Lei de Igualdade).
"Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma cousa, interroguem, em casa, a seus próprios maridos, porque para a mulher é vergonhoso falar nas igrejas."
Estas preconceituosas recomendaçôes, que reduzem a mulher a mera ouvinte nas atividades religiosas, surpreendentemente foram feitas pelo apóstolo Paulo, em sua Primeira Epístola aos Coríntios (capítulo 13, versículos 34 e 35). Não obstante sua inteligência e lucidez, o grande arauto do Cristianismo não conseguiu superar as limitaçôes de seu tempo em relação a mulher, considerada então um ser inferior, mera serva do homem, que podia, dentre outras prerrogativas, dispensá-la como esposa, se não a desejasse mais, obriga-la a coabitar com concubinas ou mandá-la apedrejar se suspeitasse de sua fidelidade.
Ela era marginalizada até mesmo em razão de suas funções biológicas. A menstruação a tornava impura. O mesmo ocorria no nascimento de filhos, obrigando-a a severas disciplinas e a indispensáveis rituais de purificação.
Nem mesmo a gloriosa mensagem do Cristo, combatendo todos os preconceitos, foi suficiente para libertar a mulher de discriminações que perduraram até o início deste século.
Em 1857, quando foi lançado "O Livro dos Espíritos", era inconcebível qualquer pretensão de igualdade entre os sexos. Estavam por ser articulados os movimentos feministas que garantiriam a mulher o direito de votar, de exercer profissão liberal, de gerir seus próprios negócios, de exercitar o livre-arbítrio. Nesta como em muitas outras questões, a Doutrina Espírita situava-se numa vanguarda de idéias renovadoras em favor de uma sociedade mais justa.
Nem poderia ser diferente, partindo do princípio doutrinário segundo o qual o Espírito não tem sexo. Tanto pode encarnar em corpo masculino ou feminino. Iguais quanto à origem e destinação, inteligentes e perfectíveis, o homem e a mulher devem exercitar direitos idênticos.
Estão distantes os tempos em que "filósofos" discutiam se a mulher tem alma e somente em sociedades primitivas pode persistir a concepção de que ela é inferior ao homem.
Contribuíram para essa desejada igualdade os imperativos da sociedade atual, em que a mulher é convocada a exercer uma atividade profissional, não simplesmente por uma necessidade de auto-afirmação, mas, sobretudo, em decorrência de um problema econômico, a fim de auxiliar na formação de renda que atenda às necessidades de subsistência da família. Raros os lares que podem dispensar tal iniciativa.
Há quem afirme que a liberação feminina, longe de representar um progresso, transformou-se em instrumento de conturbação da sociedade, favorecendo o aumento da infidelidade conjugal, o negligenciamento dos filhos e a dissolução da família.
Apesar do caráter machista que acompanha críticas dessa natureza, forçoso reconhecer que o processo de liberação da mulher não se faz de forma pacífica, gerando dificuldades no relacionamento familiar e inspirando perturbadoras iniciativas na alma feminina.
Muitos lares estão em crise porque a mulher não admite ser contestada em sua disposição de fazer o que julga conveniente, em favor de sua auto-realização, não vacilando em partir para a separação se encontra resistência no cônjuge.
Semelhantes problemas são passageiros, situando-se como tremores de superfície que acompanham modificaçôes nas profundezas, e serão superados na medida em que a Humanidade assimilar plenamente um princípio fundamental, enunciado na questão número 822-a, de "O Livro dos Espíritos", quando Kardec interroga se uma legislação perfeitamente justa deve consagrar a igualdade de direitos entre o homem e a mulher. Respondem os Mentores:
"Dos direitos, sim; das funçôes, não. Preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete" ...
Pretender absoluta igualdade envolvendo as funções é contrariar a própria biologia. O homem foi estruturado para o trabalho mais pesado, no esforço da subsistência familiar; a mulher é convocada às responsabilidades do lar, particularmente no cuidado dos filhos.
O progresso moral iguala ambos quanto aos direitos.
O progresso material os aproxima no desempenho de funções, na medida em que o trabalho se torna menos pesado na atividade profissional e mais prático no lar, com as conquistas da tecnologia. Ambos podem dividir parte de suas atribuições.
No entanto, é preciso reconhecer que à mulher está afeta a mais sublime nisso, o mais elevado ideal, a tarefa redentora por excelência: a preparação do ser humano para a Vida. Edificaremos um mundo melhor na medida em que a criança for convenientemente orientada. E esse serviço, por mais o neguem as feministas intransigentes, compete muito mais a mulher. Ela é a preceptora por excelência, a educadora mais eficiente. A maternidade é, talvez, a mais sacrificial e árdua de todas as missões, mas, se exercitada em plenitude é, também, a mais gloriosa de todas as realizações humanas.
Não pretendemos a reinstituição das Amélias, o retorno da mulher à condição de escrava do lar. Ela tem o direito e, mais que isso, a necessidade de desenvolver atividades na comunidade. Mas é preciso reconhecer que acima dos sucessos no campo social e profissional, está a suprema realização feminina como esposa e mãe, sustentando o lar, que é reconhecidamente a célula básica da civilização.
Evocando as funções redentoras da alma feminina, Victor Hugo tece significativas comparações entre o homem e a mulher:
"O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher o mais sublime dos ideais. Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz a luz; o coração o amor. A luz fecunda. O amor ressuscita.
O homem é um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível. A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia representa a força; a preferência o direito. O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence, a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima. O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa. O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola. O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem a pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra. O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma. O homem tem um fanal: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O fanal guia e a esperança salva.
Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra. A mulher onde começa o Céu.
Richard Simonetti



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Mensagem

Senhor ilumina todos os lares, hospitais, Hospícios, cadeias e todo Universo de
necessitados
Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada
célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de
meu ser. Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não
existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos,
micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse
no meu corpo, que é templo de Divindade.
Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede
recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a
própria cura. Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. Mesmo que a
imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.
Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como
um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as
posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o
meu corpo.
Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da
cura perfeita.
Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.
Agradeço-te, oh! pai, porque Tu ouvistes a minha oração.
Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua
vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.
Assim é e assim será.
Um fraternal abraço, e a nossa vibração com a certeza de que a Paz se fará em
seu mundo íntimo.

Prece de Encerramento

Deus eterna Bondade


"Deus de eterna bondade, em prece de louvor entrego-te minha alma,
sê bendito meu pai em todos os recursos, ferramentas, processos e medidas dos quais te utilizasses à fim de que eu perceba que tudo devo à ti.
Agradeço-te pois o tesouro da vida,
a presença do amor,
a constância do tempo,
o sustento da fé,
o calor da esperança que me acena o porvir,
o santo privilégio de servir,
o pensamento reto que me faz discernir o que é mau e o que é bem, na clara obrigação de nunca desprezar ou de ferir alguém ...
Agradeço-te ainda, a visão das estrelas à esmaltarem de glória o lar celeste,
as flores do caminho,
os braços que me amparam e os gestos de carinho dos corações queridos que me deste.
Por tudo te agradeço e QUANDO te aprouver despojar-me dos bens com que me exaltas ... ensina-me senhor à devolver tudo o que me emprestas-te ...
Mas por piedade ó pai , deixa-me em tudo por apoio e dever , a benção de ACEITAR e o dom de COMPREENDER. " -

Momento da Fluidificação das águas (bênçãos).

Postado por Santo Andre Expansão às Segunda-feira, Agosto,05, 2013Santo André Expansão Evangelizadora do Lar
Brasil e Portugal, para: A Europa e o Mundo.
Por uma Humanidade mais Cristã!

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